Exames: Negativo

Rejeição

Rejeição

Ser diagnosticado como superdotado o faz superdotado? Não. Ser diagnosticado como não superdotado o faz não superdotado? Não. Entretanto deve-se respeitar o valor das avaliações, procure sempre uma segunda opinião e saiba que nada pode legitimá-lo ou deslegitimá-lo, muito menos uma opinião profissional ou um atestado disso ou daquilo. Os instrumentos e seus utilizadores todos apresentam falhas e um grau maior ou menor de acurácia quanto a um ou outro critério discriminante arbitrário, mas para todos os efeitos não nos deteremos neste momento à validez ou invalidez e à assertividade ou inassertividade dos métodos avaliativos vigentes. Mas então por que buscar um diagnóstico? E o que fazer em caso de negatividade?

Solidão

Solidão

Primeiro, alguns e digo a maioria, necessitam de comprovação experimental externa em termos mais ou menos rígidos para dar estruturação e conforto emocional às suas premissas pessoais. Agora, digamos que recebemos um não, você não pertence a uma minoria discriminada pela neurodiversidade e cheia de Comorbidades, SuperSensações, entre outras especificidades intrínsecas à classe cognitiva em questão. Você chegou até aqui devido a uma busca pessoal, para onde ir depende apenas de um capricho seu e não, não há problema algum em se questionar a própria identidade cognitiva, agora você já pode partir para outra autodescoberta e bem, talvez a suas questões não sejam tão distantes de nós ou de si.

Sobre Filipe Russo

CEO da SagaPro, A Edtech do Bem-Estar Escolar, startup incubada na incubadora Cietec IPEN-USP. Autor dos livros premiados Caro Jovem Adulto e Asfixia, assim como vencedor do concurso “O Olhar em Tempos de Quarentena” e dos prêmios de Excelência Acadêmica nas disciplinas Inteligência Artificial na Educação e Temas em Psicologia: Contribuições para Computação Aplicada à Educação. Licenciado em Matemática pelo IME-USP, pós-graduando em Computação Aplicada à Educação pelo ICMC-USP. Realizou pesquisas em Análise Real, Bioinformática e Ensino de Matemática. Tem passagem pelo Instituto Max Planck de Fisiologia Molecular Vegetal em Golm e pela Universidade Técnica de Munique, ambos na Alemanha. Indígena agênero da Associação Wyka Kwara. Fundador do blog Supereficiente Mental. Pesquisador convidado no Grupo de Estudos, coordenado pela Profa. Dra. Lucia Santaella na Cátedra Oscar Sala do IEA-USP.
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Uma resposta para Exames: Negativo

  1. Anon disse:

    Os diagnósticos também podem deixar a pessoa estereotipada.Como sd eu tenho que ser y x e z.Eu fiquei meio assim e ainda sou. As vezes eu acho que isso de passar sem estudar foi para coloquei na cabeça que se eu ñ fizer isso ñ sou sd

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