Descaso: Invisibilidade & Apagamento Neurodiversos

invisibilidade

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E digo descaso para não dizer desserviço, a academídia e sua burrocracia socio-política inviabilizam e invisibilizam o agir neurodiverso no mundo através de pura negligência, quando não de um parecer deslegitimante. Onde estão os estudos a elaborar modelos que efetivamente contemplem a singularidade do superdotado? E quando presentes o que explica a paupérrima visibilidade midiática? E quando enfim se vê alguma notícia no jornal das 8 está sempre se exaltando os estereótipos mais tendenciosos, se oferece uma apresentação vulgar e circense de habilidades mecanizadas. Onde portanto prima os verdadeiros interesses neurodiversos? Espectro que tange mas não se limita às acomodações, alternativas, divulgação científica, espaço para representatividade e protagonismo do sobredotado tanto jovem quanto adulto, assim como políticas públicas e privadas que façam jus à condição cognitiva equivalente, porém diferente vivenciada por nós.

apagamento

apagamento


Complexos processos de apagamento ocorrem devido a tanta desconsideração e alienação sociais, já que o alto habilidoso não se vê devidamente representado nos discursos acadêmicos e políticos. Quantas organizações se dão ao trabalho de agregar, fomentar e desenvolver o potencial neurodiverso? E de superdotados adultos então?! Fazemos dezoito anos e a sociedade automaticamente nos lança num limbo do: se você não fez sua estréia meteórica até agora não merece mais lugar ao sol no rol dos gênios, aliás exigir genialidade de nós é de uma extrema antipatia, falta de compaixão e deslealdade intelectual. Poucas leis contemplam os direitos dos neurodiversos, os do superdotado em especial, e raramente as mesmas vigoram em sua plenitude. Portanto na prática uma parcela populacional vê sua cidadania refém da boa vontade alheia e em último caso expõe seus obstrutores às medidas legais cabíveis, ou seja, implanta-se resistência e obstáculos ao sucesso neurodiverso.

Sobre Filipe Russo

CEO da SagaPro, A Edtech do Bem-Estar Escolar, startup incubada na incubadora Cietec IPEN-USP. Autor dos livros premiados Caro Jovem Adulto e Asfixia, assim como vencedor do concurso “O Olhar em Tempos de Quarentena” e dos prêmios de Excelência Acadêmica nas disciplinas Inteligência Artificial na Educação e Temas em Psicologia: Contribuições para Computação Aplicada à Educação. Licenciado em Matemática pelo IME-USP, pós-graduando em Computação Aplicada à Educação pelo ICMC-USP. Realizou pesquisas em Análise Real, Bioinformática e Ensino de Matemática. Tem passagem pelo Instituto Max Planck de Fisiologia Molecular Vegetal em Golm e pela Universidade Técnica de Munique, ambos na Alemanha. Indígena agênero da Associação Wyka Kwara. Fundador do blog Supereficiente Mental. Pesquisador convidado no Grupo de Estudos, coordenado pela Profa. Dra. Lucia Santaella na Cátedra Oscar Sala do IEA-USP.
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