Relato Pessoal: Gerson Machado de Avillez

Gerson Machado

Olá, meu nome é Gerson, tenho 41 anos e tive diagnosticada minha dupla excepcionalidade (autismo leve mais superdotação) bem tardio, o laudo de autismo após ostensivo acompanhamento obtive de uma neurologista em 2018., o teste de Q.I. realizado em 2019 com uma neuropsicóloga confirmou o que testes virtuais sem valia clínica indicavam, o escore de 163.

Há algum tempo desconfiava de minha superdotação por uma série de habilidades, especialmente após começar a escrever ainda como autodidata aos 28 anos. A diversidade de ideias que posteriormente foram dilapidadas pelo meio acadêmico em 2014 fomentaram um crescimento de minha produção intelectual ainda que mediante inúmeras dificuldades e obstáculos.

Ainda que dotado de dupla excepcionalidade confirmadas clinicamente e por exames e testes nunca tive suporte ou acesso a educação especializada, ainda que estudando na minha adolescência em bons colégios do subúrbio do Rio sofri severo bullying por toda minha vida. Porém, desde minha infância vocações e dotes eram bastante claros. Tive até a juventude muito talento para desenho o que fez de mim bastante popular no colegial. Posteriormente tive um bloqueio e não mais consegui desenhar me levando a canalizar minha vocação visual a fotografia e design chegando a ter algumas fotos publicadas em jornais e revistas.

Sempre tive uma predileção a leitura desde a infância onde buscava sempre comprar os jornais do dia para ler minhas áreas prediletas (ciências, entretenimento e literatura). Ainda na infância buscava compilar notícias de interesses, de recortes de jornais que tenho até hoje a mesmo transcrevê-las numa máquina de escrever elétrica e posteriormente no desktop que rendeu meus primeiros livros, mas que se limitavam apenas a selecionar os assuntos de meu interesse como temas de casos misteriosos e sem resolução. Colecionava também em vídeo todas reportagens da televisão que me interessavam sobre o tema, tanto como de cinema e games os quais como um hiperfoco no autismo detenho ainda hoje grande conhecimento.

Ainda que sem educação adequada e identificação na maturidade de minha condição uma série de problemas pessoais sempre me dificultaram o desenvolvimento livre e oportunidades adequadas as minhas vocações. No Brasil ainda impera uma forte ineptocracia o que não me impediu, no entanto, de tentar exercer minha inteligência e criatividade escrevendo mais de 40 livros em dez anos, ainda que eu mesmo tenha descartado cerca de 10 livros ou mais por julgá-los inferior na qualidade. Espaços como esses sendo inclusivos parecem ser exceção a justificar o renome da USP e espero colaborar em enriquecer colegas com iguais vocações, pois temos muito a oferecer ao mundo, mesmo que seja frequentemente ofendido de “maluco” e “vagabundo” por minhas ideias e aspirações, entre outras coisas nocivas e tóxicas e chegando a sofrer mesmo pirataria de livros meus.

Tive muitos contos publicados, em sites, revistas e antologias como histórias que exprimem meu descontento ante os problemas sociais que enfrentamos tanto como sonhos utópicos de sua possibilidade de escape. São contos de ficção científica, fantástica e horror que hoje em dia são uma das poucas coisas que tem significado na minha vida atribulada entre problemas mil e o isolamento que vivo há anos, problemas estes que em sua adversidade me renderam síndrome do pânico e depressão ainda que tenha como a literatura um escape terapêutico, tanto como os games e filmes dos quais sou ávido consumidor (em menos de dois anos detonei cerca de 60 jogos no PlayStation 4).

Na literatura possuo inspirações diretas de autores que amo como Philip Dick, Lovecraft, Orwell e Tolkien, tanto como filmes de ficção científica das décadas de 1990.

Fui finalista de diversos concursos literários, e na faculdade era um mais destacados como ‘inteligente’ não somente por minhas notas, mas pelas perguntas “cabulosas” que fazia em sala de aula. Coisas que assim como os problemas que passo são fundo de inspiração para muitas histórias sendo hoje predominantemente contos, mesmo que antes apenas novelas e ensaios. Os últimos foram fortemente inspirados no meio acadêmico que dissertam sobre como a especulação e informação afetam a realidade, tanto como aspectos de filosofia de um tema que tenho fascínio, o tempo, ao render o atual livro ‘Cronogenises’. Dentre outros mesmo que desde o ano passado sem meu notebook tenho escrito livros no próprio telefone, de contos a um ensaio que debulha questões que julgo de importância vital a sociedade. Uma leitura volitiva do marxismo sobre a dicotomia do ‘Vício & Trauma’ escorando em outro ensaio meu que me é um dos favoritos e creio poder trazer questionamentos e propostas intrigantes a sociedade, ‘Signos Universais do Ethos’. Este último teorizo as origens míticas de arquétipos instintivos à padrões cíclicos de adversidades sociais somente possíveis de serem descritas por termologia propriamente desenvolvida por mim com esse fim. Noutros, contos além de criar termos próprios cheguei a escrever uma língua própria forjada em fonemas.

Ainda que tenha enorme dificuldades com recursos espero esse ano manter a média de produção de 4 livros por ano (dentre antologias e ensaios) sabendo ter ainda uns dez projetos literários parados por causa disso. Costumo ler relativamente poucos livros, cerca de 25 à 20 por ano, e ainda que tais projetos literários sejam majoritariamente elogiados por profissionais e acadêmicos da área espero que sejam de relevância ante uma época tão turbulenta e que consiga atingir meu objetivo acadêmico de fazer um mestrado ou doutorado. Minha pós online finalizei com um artigo que em parte utilizava livros meus também como parte das fontes obtendo dez e conceito final ‘A’.

O academicismo que na área que amo (filosofia e história) sempre me sinto a vontade e confortável ante a severidade tóxica e negativa que vivo. Desejo que esse texto estimule toda vocação e criatividade além inteligência por padrões delimitadores e a seguir seus sonhos não somente como interesse pessoais, mas de valia a um mundo problemático que precisa de pessoas aptas a buscar respostas e resoluções aos males que nos assolam e que degeneram relações sociais favorecendo toda sorte de injustiças e desigualdades.

Deixo aqui meu site para interessados em melhor conhecer sobre mim e minhas obras: www.gersonavillez.jimdo.com

Sobre Filipe Russo

Filipe Albuquerque Russo nasceu em 22 de Agosto de 1990 em São Paulo, capital e cresceu em Manaus, Amazonas. Aos 16 retornou a sua cidade natal onde reside atualmente. Caro Jovem Adulto, seu primeiro romance estabeleceu em 2012 a estréia tripla de Filipe Russo no cenário artístico brasileiro (tipográfica com Limite Circular, fonte original exclusivamente manufaturada para a obra; fotográfica com Iluminado Expandido, capa original do livro e enfim a obra literária propriamente dita).
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