Saúde Mental Crítica: S1 E7 Psicologia Histórico-cultural, Clínica e Saúde Mental

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Entrevista: Oriana Comesanha

Oriana Comesanha

Oriana Comesanha

Supereficiente Mental: Ninguém nasce com consciência de sua própria superdotação, contextualize para nós a descoberta da sua.

Oriana Comesanha: Descobri em uma avaliação neuropsicológica, quando fui investigar dificuldades com noção de tempo, ordenação de eventos, números e letras, entre outras coisas. Eu achava que tinha dislexia e tdah, mas descobri que não era bem isso.

SM: Quais são as suas áreas de altas habilidades?

Oriana: Minha avaliação não foi clara com relação a isso, mas falou das minhas habilidades precoces e acima da média (arte, motricidade e linguagem – apesar da dificuldade em colocar as letras na ordem certa dentro das palavras quando as escrevo) e do meu QI (142). Acho que essas são minhas áreas.

SM: Como foi a sua avaliação formal de superdotação ou altas habilidades? Você considera que esse serviço profissional ainda é pouco acessível a boa parte da população brasileira?

Oriana: Foi uma avaliação com neuropsicóloga longa. Foram umas 16 ou 18 sessões. A profissional se sentiu bem desafiada com o meu caso, levou para supervisão e falou que precisou consultar os profissionais que ela julgava os mais especializados, pois teve dificuldade por conta da dupla excepcionalidade. Ela usou testes padronizados, escalas e protocolos nacionais e internacionais, conversou com minha mãe e esposa. Acho que foi bem completo. Depois disso, consultei outra neuropsicóloga e dois psiquiatras, para confirmar o TEA. Foi um processo longo, mas foi importante para mim ter percorrido cada passo. Hoje estou me formando em neuropsicologia, muito inspirada por este processo que passei.
Sobre a segunda pergunta: sim. Acho que todo serviço voltado à promoção da saúde emocional e para funções mais nobres do funcionamento do nosso organismo é ainda muito elitizado, infelizmente. Pude realizar esta avaliação pois tenho condições que a maioria das pessoas não tem e porque me programei financeiramente para ela, já que o que me levou à avaliação foi a necessidade de esclarecer “déficits” que julgava impactantes para minha vida profissional e pessoal.

SM: Quais são as suas áreas de formação acadêmica? O que lhe despertou o interesse?

Oriana: Sou psicóloga. Tenho um grande interesse nos fenômenos que me parecem misteriosos: o funcionamento da dimensão temporal, os comportamentos de algumas pessoas, as diferenças individuais, as diferenças entre as espécies, por que temos linguagem… Sempre tive esta curiosidade em saber sobre linguagem. Aos 15 anos, li sobre uma pesquisa de linguagem com macacos e resolvi que queria estudar aquilo. No meu 1° semestre na faculdade, estava no laboratório de psicologia
estudando comportamento simbólico em macacos-prego. Daí, fui para o desenvolvimento atípico e me apaixonei por estudar sobre autismo.

SM: Quais barreiras capacitistas são ou foram impostas à sua trajetória educacional e profissional?

Oriana: De uma maneira geral, consigo perceber que todas as minhas experiências neste sentido têm a ver com a insensibilidade do mundo com relação a quem eu sou. Com uma invisibilidade triste. E uma tentativa diária minha de me impor ser alguém menos vulnerável às coisas ruins do mundo e acabar me sufocando com tantas capas de proteção e disfarces. Foram barreiras emocionais bem significativas.

SM: De que forma o seu autismo é lido socialmente?

Oriana: Acredito que a maioria das pessoas não me lê enquanto pessoa autista. Algumas podem achar que sou diferente da maioria das pessoas, mas não tenho certeza disso. Depende muito de onde a pessoa me conheceu e do quanto eu posso estar camuflando na interação com ela. Me considero muito boa em camuflagem, portanto, acho que a maioria com quem convivo não tem oportunidade de me ler realmente. Os que sabem com certeza do meu diagnóstico são meus familiares, amigos próximos e profissionais que me acompanham (E agora quem ler o blog). Não é um segredo, é uma intimidade. Não saio por aí falando tudo sobre mim, mas, se for relevante, falo.

SM: O que é camuflagem no contexto da neurodiversidade e da xenofobia neurocognitiva?

Oriana: Bem, vou explicar como é para mim a camuflagem.
Ela começa como uma máscara desconfortável que você põe para tentar se sentir confortável ao fazer os outros ficarem confortáveis. É uma forma de doar sua intimidade para a sociedade e deixar que ela use ao invés de você. E nem você e nem a sociedade percebem o mal que estão causando uma à outra.
Daí, você tira a máscara e seu rosto verdadeiro é novo até para você… E a sociedade se assusta e você se assusta!
E então, você cogita usar a máscara de novo, pois já está habituada e ninguém vai olhar estranho, mas a máscara não cabe mais… E você fica por um tempo neste limbo onde não é confortável ficar com a máscara e nem sem ela.
Depois, tem o momento em que você passa a: 1) ver que a máscara é uma ferramenta; 2) que você pode escolher usar esta ferramenta de forma negativa ou positiva; 3) que você usa se quiser e de acordo com seus critérios! 4) Que não é um médico ou psicólogo ou outro autista que vai dizer se você deve ou não usar, ou quando. É só você. Sempre foi só você. Estou nessa fase, eu acho.
Não sei se consegui explicar… Deixa-me tentar com exemplos:
Um uso negativo da ferramenta é quando a gente tenta fugir de uma pressão social através da camuflagem. Ou seja, a gente cede a pressão que os outros fazem para que sejamos neurotípicas. Este tipo de camuflagem geralmente pode aparecer em situações aversivas e significa que a gente está experimentando sensações/sentimentos desagradáveis e quer fugir ou se esquivar delas através da camuflagem. Momentaneamente, evitamos ser olhadas, comparadas, “chacoteadas” etc, porém o custo é alto e vem em forma de sentimentos negativos de não-pertencimento, sentir-se vazia, deslocada e invalidada intimamente enquanto pessoa. Estes sentimentos são mais fortes quanto mais consciências temos da camuflagem.
Quando alguém se incomoda com a forma como participo das aulas e busco ser menos participativa e não trazer tantas questões ou informações. Ou quando busco não me aprofundar em um assunto para não “entediar” alguém na mesa.
Exemplo: Digamos que alguém se incomoda com o fato de eu sempre querer ficar em casa e sempre que todos saem e eu fico, eu sou chamada de chata. Daí, para que eu pare de ser chamada assim, eu passo a sair mesmo não gostando. Assim, todos ficam felizes (menos eu, claro) e me falam “Viu, só. Você só precisava tentar de verdade. Agora está você aproveitando a vida.” O som alto, as pessoas falando, a conversa, as luzes… tudo me incomoda e eu sorrio, danço, bebo e conto piadas prontas. E de repente sou “legal”. A festa acaba e eu não me sinto bem por horas… Dor de cabeça, mágoa, culpa, tristeza e arrependimento…
Bem, agora um uso que considero positivo é quando gente está buscando produzir sentimentos e conexões reais através da camuflagem. Sim, isso é possível a meu ver. Camuflagens neste contexto geralmente surgem em contextos não aversivos, ao contrário, surgem em relações de trocas afetivas reais e verdadeiras. E produzem sentimentos muito positivos em mim quando a camuflagem é efetiva.
Quando consigo acolher alguém com um sorriso programado no momento certo. Quando consigo soltar aquela frase pronta no momento que a pessoa mais precisa ouvir exatamente o que falei. Quando sou competente em fazer bem a quem me faz bem dando a ela o que ela neurotipicamente precisa, justamente porque ela me dá o que eu preciso na minha neuroatipicidade (sendo ela consciente ou não disso). Ambas nos esforçando para nos respeitarmos.
Exemplo: Digamos que tenho uma amiga que precisa iniciar uma atividade física e que, por insegurança, teria muito mais facilidade de se engajar em um esporte se ingressasse na primeira aula com alguém tão inexperiente quanto ela. E esta amiga, precisando de apoio, me chamasse para a primeira aula com ela. Seria possível que eu me esforçasse para não ter o meu melhor desempenho nesta primeira aula com ela. Justamente para que isso não prejudicasse as intenções da minha amiga em se engajar em uma atividade física.
O exemplo não importa… O que quero dizer é que tanto no que diz respeito ao TEA, quanto à condição de AH/SD, enxergo a capacidade de mimetizar comportamentos neurotípicos uma habilidade fantástica. O que considero violento é quando nos obrigam (ou nos obrigamos) a fazê-lo para satisfazer o prazer do outro tão somente e não para nosso benefício ou para um bem maior que a gente.

SM: O que é ser uma esposa autista e superdotada?

Oriana: Bem, não sei se é muito diferente de ser qualquer coisa, no fim das contas. Acho que num relacionamento você está sempre buscando se equilibrar, buscando adaptações. Nós estamos nesse processo desde sempre e, enquanto houver interesse de ambas as partes, permaneceremos nesta caminhada. Acho que pra ela pode ser mais difícil ter que pedir para eu parar de falar excessivamente dos meus hiperfocos e de maneira gentil para que eu não me sinta muito mal. Ter que saber que depois de um dia com muita interação social ela vai ficar sozinha por um tempo e entender que não é com ela. Por outro lado, me sinto muito bem em poder contribuir com minhas habilidades em encontrar padrões nas coisas, por exemplo. Em perceber micro mudanças de comportamento nos nossos cachorros e logo a gente descobre que estão doentes antes de piorar. Não acho difícil ser esposa. Obrigada pela pergunta, me fez refletir sobre algo interessante.

SM: Você ou algum membro de sua família faz uso de algum acompanhamento psicológico? Em caso positivo fale como isso funciona para vocês.

Oriana: Sim. Faço terapia desde fim da adolescência. Fiz longas pausas, mas com as crises de ansiedade voltei e não parei mais.

SM: Algum lema motivacional?

Oriana: Não, não.

SM: Você ou algum membro da sua família faz uso de algum acompanhamento psicopedagógico? Em caso positivo, fale como isso funciona para vocês.

Oriana: Não.

SM: Algum recado pra galera?

Oriana: Sim. Um diagnóstico certamente tem seu valor simbólico e social, mas não pode jamais ser uma permissão para sermos quem somos. Nossa individualidade vai muito além do laudo.

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Controvérsias: QI na média, abaixo ou elevado? Eis a questão!

QI na média, abaixo ou elevado? Eis a questão!

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Altas Conversas Altas Habilidades: S1 E8 Educação Especial

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Sobre-excitabilidades: Sensorial & Psicomotora nas Altas Habilidades ou Superdotação

O que são As Sobre-excitabilidades Sensorial & Psicomotora nas Altas Habilidades ou Superdotação
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Superdotação: Superdotado Criativo Produtivo

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Saúde Mental Crítica: S1 E6 Residência Multiprofissional em Saúde (parte 1)

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Relato Pessoal: Oriana Comesanha

Oriana Comesanha

Oriana Comesanha

Eu sou autista e tenho altas habilidades ou superdotação (AH/SD). É como se duas pessoas vivessem em mim … A superdotada, enxerga-se de longe. Ela se apresenta orgulhosa a qualquer sinal de oportunidade. A autista… Bem… Essa fica escondida atrás da primeira. Se ela aparece, todo mundo estranha, diz que não está certo, que é “frescura”, que não pode uma pessoa inteligente ser autista. “Capacitismo!” Acusam as duas mentalmente. Mas nenhuma fala isso… Uma porque acha que as pessoas não vão compreender mesmo e a outra não está nem um pouco a fim de explicar.

Quando eu converso, uma presta atenção na conversa, a outra fica pulando de estímulo em estímulos no ambiente procurando padrões entre as formas.

A AH/SD fica fazendo comentários e lendo as expressões das pessoas nas conversas, enquanto a autista fica puxando a primeira para olhar as figuras que estão se formando no teto. Legal mesmo é quando as duas concordam que o papo é chato e as duas se põem e encontrar padrões na fala, nos gestos e entender o motivo que aquela pessoa tem para falar com elas e… Opa. Eu não sei mais sobre o que estávamos conversando. Kkkk

Eu assisti a um vídeo sobre criatividade e Naruto (no canal meteoro). Lá vi que existe o “jeito padrão” (que chamam de jeito certo, mas eu discordo) e o “jeito Naruto” (chamam de “seu jeito”, mas “jeito Naruto” eu acho mais legal).

Bem, eu sempre tive dificuldade em interagir… até que casei com uma pessoa que (a meu ver) é a mestre das interações sociais. Sério! Se ela não interage informalmente por muito tempo, ela fica mal! Como será isso? Enfim… Eu me casei com ela. Na hora de interagir, eu observei como ela fazia. Outro bom modelo foi meu irmão, principalmente nas interações rápidas como as realizadas com caixas de supermercado ou vendedores.

Um dia a AH/SD e a TEA (transtorno do espectro autista) sentaram-se para uma reunião séria onde conseguiram copiar, ajustar e adaptar tudo que viam. Hoje tenho minha gama de frases, interações e jeitos de interagir com colegas (antes interagia como se todo mundo fosse colega de trabalho). Ainda me incomodo com certas intimidades, ainda faço muita coisa errada, principalmente quando envolve maleabilidade e versatilidade nas habilidades sociais. Mas eu consigo enfrentar a maioria das situações com muita naturalidade… tranquilidade eu não diria. Ainda fico nervosa, com receios, principalmente em relação a pessoas e ambientes novos, onde eu não consigo prever que papo vai sair dali. Enfim, daí bate a ansiedade – ah, sim: meu terceiro diagnóstico, Transtorno de Ansiedade, mas acho que é mais um sintoma de tudo isso…)

A ansiedade apareceu no início da vida adulta, quando ainda na universidade, passei num concurso que fiz para testar meus conhecimentos e tive que adiantar minha formatura… Fui morar sozinha, em outro estado, sem habilidades sociais para quase nada, sem experiência de vida e laboral… Insegura, passei a me isolar, beber fumar, ficar triste… Eu não conhecia ninguém, era meu primeiro emprego e tudo isso estava fora do meu planejamento de vida (passei num concurso “meio sem querer” e tive que abandonar o plano de seguir carreira acadêmica).

Após um tempo e a peso de muita camuflagem fui conseguindo me ajustar, mas a carga emocional era pesada…

A ansiedade se tornou mais forte quando iniciei o mestrado e tive um problema no meu relacionamento que não sabia como resolver…

Hoje consigo perceber que foi muita demanda social, demanda de flexibilidade, demanda de repertórios que eu não tinha.

Nesse ponto, a AH/SE e a TEA nem se encontravam, nem se falavam, estavam as duas descompensadas emocionalmente dilaceradas e perdidas.
Daí veio psiquiatra, remédio, terapia, yoga, Pilates, mudanças e ajustes mais saudáveis.

Hoje a AH/SD e a TEA estão novamente em harmonia. Conversam e se ajudam, cada uma com suas potencialidades e dificuldades, cada uma com suas batalhas e as duas com suas conquistas!

Resumindo, este é meu jeito… Um jeito Naruto, que pega as limitações e habilidades e cria um jeito de fazer a mesma coisa que os outros, só que diferente.

É mais cansativo para o Naruto fazer um monte de cópias dele mesmo para dar um golpe que os outros conseguem com uma mão só, mas o resultado é incrível e eficaz.

Cada um tem seu jeito Naruto de fazer algo. Neurotípico ou não, estamos sempre nos adaptando e é isso que nos torna únicos!

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Superdotação: Desafios na Vida Adulta

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Nós também lemos as suas cartas: a (in)visibilidade do sujeito superdotado da infância à adultez, uma resenha do livro Cartas do menino do quarto para o mundo

Cartas do Menino do Quarto para o Mundo

Cartas do Menino do Quarto para o Mundo

Para pessoas leitoras e escritoras, é sempre uma reconfortante honra conhecer e conversar com autores de livros. Tenho orgulho de ter André Coneglian nas minhas redes de afetos, autor da obra Cartas do Menino do Quarto para o Mundo, livro resenhado por mim, Filipe Russo, Christine da Silva-Schröeder e Nanahira de Rabelo e Sant’Anna, sendo Christine autora do ebook A diversidade invisível: as pessoas AH/SD e a vida profissional: Livro 1: primeiros olhares e Nanahira indivíduo responsável pela organização do ebook poETes: altas habilidades com poesia.

Revista Neurodiversidade Segunda Edição

Revista Neurodiversidade Segunda Edição

A resenha foi publicada esta semana na segunda edição da Revista Neurodiversidade, publicação acadêmica de divulgação científica que conta até a presente data com 13 pareceristas, dentre os quais enfatizo Denise Arantes Brero e Patrícia Neumann, psicólogas parceiras deste blog. O livro de Coneglian é “uma novela que trabalha o gênero realicção no formato epistolar” (Da Silva-Schröeder, Russo e de Rabelo e Sant’Anna, 2022, p.2). Quantos meninos do quarto não passam cinco, dez, vinte, trinta anos ou toda a vida sentindo-se, nas palavras do autor André (Coneglian, 2020, p.89), como:

um peixe fora d’água, em que às vezes tentava me adequar, mas a minha ‘esquisitice’ constante me distanciava do considerado ‘normal’ para as épocas em que vivi e ambientes pelos quais circulei, mesmo na universidade, onde me realizei, porém, não era um ambiente totalmente amigável para mim?

Por fim, pode-se baixar o pdf da resenha clicando aqui e ler um dos meus sonetos abaixo, este versando sobre o objeto tecnológico Carta, o qual dialoga com a telecomunicação das mídias livro e carta, através das quais se estabelece uma comunicação que às vezes dura ou demora anos, décadas para começar e se desenrolar.

Referências

Coneglian, A. (2020). Cartas do menino do quarto para o mundo. Guarapuava: Apprehendere.

Da Silva-Schröeder, C.; Russo, F. e de Rabelo e Sant’Anna, N. (2022). Nós também lemos as suas cartas: a (in)visibilidade do sujeito superdotado da infância à adultez, uma resenha do livro Cartas do menino do quarto para o mundo. Revista Neurodiversidade. 2ª Ed.

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