Superproteção: Incapacidade Aprendida

Preguiçoso ou Impotente por Aprendizado?

Preguiçoso ou Impotente por Aprendizado?

Incapacidade aprendida significa uma condição ou comportamento onde a pessoa sofre uma sensação de impotência, emergente de um evento traumático ou falha persistente e em encontros subsequentes com o estímulo estressor se vê sem o instrumental necessário para lidar com a situação, acredita-se que tal morbidez seja umas das causas subjacentes à depressão. O indivíduo aprendeu uma incapacidade e muitas vezes não consegue identificar tal aprendizado, muitos menos traçá-lo até o trauma ou negligência originais e assim vive sua vida cheio de prejuízo, sofrendo acusações quanto a sua índole e conduta, não rara estigmatizada erroneamente como preguiçosa e de evitamento.

Superprotegido até a Imunodeficiência

Superprotegido até a Imunodeficiência

O Impotente por Aprendizado não consegue simular um controle sobre o resultado de uma situação e portanto entrega os pontos antes da partida começar. Quanto à Superproteção sabe-se bem do seu produto mais tradicional: os clássicos psicopatinhas que ridicularizam os parentes na fila do McDonalds só para anos mais tarde na adolescência digivolverem para pit-boys e folgados; a Superproteção não apenas pode inflar egos, ela pode também murchá-los até uma auto-estima bem baixa e quando se vê se está a um passo da Síndrome do Pânico, na jaula da Agorafobia e não muito longe do Suicídio. Mães e pais, avós e avôs, irmãs e irmãos, tios e tias não Superprotejam seus enteados até à Psicopatia, nem muito menos até à Imunodeficiência. Um mimozinho aqui e acolá para açucarar essa vida bandida rola, mas agora calma lá quando você retira o protagonismo de alguém ou quando confere ao mesmo o posto de intocável, nenhum de ambos delírios fará bem ao mesmo, muitos menos à sociedade; prejuízo generalizado aqui.

Sobre Filipe Russo

CEO da SagaPro, A Edtech do Bem-Estar Escolar, startup incubada no Cietec. Autor dos livros premiados Caro Jovem Adulto e Asfixia, assim como vencedor do concurso “O Olhar em Tempos de Quarentena” e dos prêmios de Excelência Acadêmica nas disciplinas Inteligência Artificial na Educação e Temas em Psicologia: Contribuições para Computação Aplicada à Educação. Licenciado em Matemática pelo IME-USP, pós-graduando em Computação Aplicada à Educação pelo ICMC-USP. Realizou pesquisas em Análise Real, Bioinformática e Ensino de Matemática. Tem passagem pelo Instituto Max Planck de Fisiologia Molecular Vegetal em Golm e pela Universidade Técnica de Munique, ambos na Alemanha. Indígena agênero da Associação Wyka Kwara. Fundador do blog Supereficiente Mental. Pesquisador convidado no Grupo de Estudos, coordenado pela Profa. Dra. Lucia Santaella na Cátedra Oscar Sala do IEA-USP.
Esse post foi publicado em Superproteção. Bookmark o link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s