Controvérsias: Xenofobia Neurocognitiva

neurodiversidade

neurodiversidade


A xenofobia neurocognitiva se manifesta quando há ou se supõe uma neurodiversidade entre dados indivíduos, seu usuário a utiliza para sobrepujar o outro. Numa visão vertical e verticalizante se ridiculariza o dito inferior humilhando-o com esnobismo, já quando frente ao dito superior tenta-se reduzí-lo socialmente com acusações de arrogância e pedantismo. Ou seja, um indivíduo infeliz consigo mesmo, ou pior, infeliz com a não infelicidade do outro se propõe a arruiná-lo ativamente com perseguição ou passivamente com agressividade gratuita.

perseguição continuada

perseguição continuada


Numa visão horizontal e horizontalizante ainda há manifestações não tão claras, mas já observáveis de xenofobia neurocognitiva. Neste caso o praticante acusa a vítima de autoritarismo, paternalidade e até mesmo de opressor expondo um suposto plano de ascensão hierárquica e autocrática. Desnecessário frisar o caráter invejoso e imaturo de um xenofóbico neurocognitivo, o mesmo por não possuir instrumental para lidar com suas questões ou desinteressado de utilizá-lo dá vazão a sua energia mal elaborada na forma de violência contra o outro, não raro um superdotado.

Sobre Filipe Russo

CEO da SagaPro, A Edtech do Bem-Estar Escolar, startup incubada na incubadora Cietec IPEN-USP. Autor dos livros premiados Caro Jovem Adulto e Asfixia, assim como vencedor do concurso “O Olhar em Tempos de Quarentena” e dos prêmios de Excelência Acadêmica nas disciplinas Inteligência Artificial na Educação e Temas em Psicologia: Contribuições para Computação Aplicada à Educação. Licenciado em Matemática pelo IME-USP, pós-graduando em Computação Aplicada à Educação pelo ICMC-USP. Realizou pesquisas em Análise Real, Bioinformática e Ensino de Matemática. Tem passagem pelo Instituto Max Planck de Fisiologia Molecular Vegetal em Golm e pela Universidade Técnica de Munique, ambos na Alemanha. Indígena agênero da Associação Wyka Kwara. Fundador do blog Supereficiente Mental. Pesquisador convidado no Grupo de Estudos, coordenado pela Profa. Dra. Lucia Santaella na Cátedra Oscar Sala do IEA-USP.
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2 respostas para Controvérsias: Xenofobia Neurocognitiva

  1. Olá, Filipe, sou pesquisadora em Superdotação e Altas Habilidades. Gostei de seus textos. Entendi que era neurodiversa aos 48 anos, depois de uma vida inteira sentindo-me mal… Mas, antes tarde do que nunca, né? Agora estou voando mais leve! Grata.

    • Filipe Russo disse:

      Sim, nunca é tarde para ser livre, feliz, descoberto e/ou prestigiado, nunca é tarde para correr atrás de se realizar também. Que tal escrever um relato pessoal contando para nós a sua história de vida no que pertinente ao desencaixe e o reconhecimento como neurodiversa?

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