Descaso: Solidão Subestimada

Solitude por Uzume

Solitude por Uzume


Subestima-se a solidão em demasia desconsiderando o dano à qualidade de vida capaz inclusive de levar um indivíduo à evasão escolar, a comorbidades e em último caso até mesmo suicídio. A solidão nem sempre se apresenta como escolha e mesmo quando escolhida pode caracterizar um evitamento mórbido, um mínimo de interação social se faz necessário à boa manutenção mental. A solidão indesejada ou compulsória afeta o humor e o padrão de pensamentos do envolvido tensionando-o para uma estagnação de seus recursos intelectuais e emocionais, com o instrumental cada vez mais reduzido o indivíduo não encontra forças para remediar a situação progressivamente degenerativa, até mesmo porque se o tivesse o teria utilizado em momento hábil a fim de evitar o quadro clínico.

Só somente Só

Só somente Só


Agora, o que aliena um superdotado saudável até uma solidão patológica ou no mínimo entristecedora? Bullying, stalking, descasos, resistência social em aceitar a sua condição, incapacidade aprendida, abuso, latifúndios emocionais, alienação parental, divórcio, xenofobia, violência verbal ou física, cyberbullying e no caso das meninas ainda há crimes de gênero com caráter misógino: catcalling, slutshaming e revenge porn. Portanto quando se assume a seriedade da questão não há como não por o tema em pauta e partir para propostas de solução: em primeira instância deve-se informar as partes envolvidas e/ou interessadas, formalizar as denúncias com as autoridades locais e regionais quando for o caso, buscar grupos de apoio não necessariamente de vitimados, utilizar hobbies como terreno frutífero às amizades, sair mais de casa, praticar um esporte, se engajar com a comunidade do bairro ou da sua cidade, participar de eventos culturais, praticar boas ações e presentear quem você ama ou aprecia.

Sobre Filipe Russo

CEO da SagaPro, A Edtech do Bem-Estar Escolar, startup incubada no Cietec. Autor dos livros premiados Caro Jovem Adulto e Asfixia, assim como vencedor do concurso “O Olhar em Tempos de Quarentena” e dos prêmios de Excelência Acadêmica nas disciplinas Inteligência Artificial na Educação e Temas em Psicologia: Contribuições para Computação Aplicada à Educação. Licenciado em Matemática pelo IME-USP, pós-graduando em Computação Aplicada à Educação pelo ICMC-USP. Realizou pesquisas em Análise Real, Bioinformática e Ensino de Matemática. Tem passagem pelo Instituto Max Planck de Fisiologia Molecular Vegetal em Golm e pela Universidade Técnica de Munique, ambos na Alemanha. Indígena agênero da Associação Wyka Kwara. Fundador do blog Supereficiente Mental. Pesquisador convidado no Grupo de Estudos, coordenado pela Profa. Dra. Lucia Santaella na Cátedra Oscar Sala do IEA-USP.
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