Comorbidades: Paradoxo da Escolha com Prejuízo Funcional

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Fazer, não fazer, refazer ou desfazer? Difícil a impossível dizer; tendemos ora a procrastinar, ora a nos atarefar com atividades em demasia mundanas. Quando então se encontrará algo que dialogue como nosso íntimo reivindicando enfim toda nossa atenção e energia acumuladas? Eu não sei, mas vez ou outra por algum tempo me empenho mais intensamente em algo. O empenhar-se intensamente em algo vem até que com uma freqüência semanal, mas agora começar um projeto longo e durante vários meses trabalhar quase diariamente em pequeninas parcelas que combinadas formam algo especial, só fiz tanto poucas vezes.
2010.07.14
Quando não se vê o mundo com uma pequenez bidimensional comum aos neurotípicos sabe-se que as vias de ação se enraízam até profundezas indevassáveis, já os talentos entoam cada um seu próprio chamado apocalíptico nos coagindo a selecioná-lo em detrimento dos demais. Mas não, não conseguimos escolher e quando o fazemos, sempre arde ao fundo um ressentimento e uma dúvida quanto à melhor opção, por que não todas? Pois não há tempo, energia, nem dinheiro o suficiente entre outros recursos menos renováveis.
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Faz-se necessário despertar do torpor pertinente ao paradoxo da escolha e saiba: preparar-se só termina em um salto no escuro e não, não se sabe contra o que se esbarrará ou aonde se chegará, mas apenas a ousadia e a valentia podem nos oferecer a novidade a qual almejamos. Só quando então se tiver em mãos o mérito tu verás teu rosto refletido nele e poderá dizer a nós, teus colegas de classe, se no reflexo sorris ou choras, de tristeza ou alegria, de loucura ou intensidade.

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About Filipe Albuquerque Ito Russo

Filipe Russo é indígena agênere de Manaós, vivendo atualmente em Piratininga, autore dos romances premiados Caro Jovem Adulto (2022; 2012) e Asfixia (2014), assim como vencedore do concurso artístico O Olhar em Tempos de Quarentena (2020) e de prêmios de excelência acadêmica em Inteligência Artificial, Psicologia, Gamificação, Empatia e Computação Afetiva (2021). Revisore no periódico científico Revista Neurodiversidade. Especialista em computação aplicada à educação pelo ICMC-USP (2022), licenciade em matemática pelo IME-USP (2020). Fundadore e editore do website SupereficienteMental.com (2013-), blog com mais de 200 publicações, dentre relatos pessoais, ensaios e entrevistas, sobre neurodiversidade e superdotação ou altas habilidades. Pesquisadore em diversos grupos de pesquisa ao longo dos anos, atualmente atua no Círculo Vigotskiano, no Corpo de Ações Transformadoras: Abordando Realidades Sociais pela Educação (CATARSE) associado à UnDF e no TransObjeto à PUC-SP. Coautore nas antologias poéticas "43 Poetas Neurodivergentes", "ECO(AR): Poemas pela Sustentabilidade", "Instagramável: poesia visual, concreta e instapoema", "Poesia Política: vote", "Outros 500: Não queremos mais o quinhentismo", "poETes: Altas Habilidades com Poesia", "1001 Poetas", "Fotoescritos do Confinamento" e recebeu menção honrosa pelo ensaio Desígnio de um corpo, na 4ª edição do projeto Tem Livro Bolando na Mesa. Filipe possui aperfeiçoamento em Altas Habilidades ou Superdotação: Identificação e Atendimento Educacional Especializado pela UFPel e em Serviço de Atendimento Educacional Especializado pela UFSM (2022).
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2 Responses to Comorbidades: Paradoxo da Escolha com Prejuízo Funcional

  1. Avatar de Tatiana Tatiana disse:

    How to fix that?

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