Comorbidades: Paradoxo da Escolha com Prejuízo Funcional

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Fazer, não fazer, refazer ou desfazer? Difícil a impossível dizer; tendemos ora a procrastinar, ora a nos atarefar com atividades em demasia mundanas. Quando então se encontrará algo que dialogue como nosso íntimo reivindicando enfim toda nossa atenção e energia acumuladas? Eu não sei, mas vez ou outra por algum tempo me empenho mais intensamente em algo. O empenhar-se intensamente em algo vem até que com uma freqüência semanal, mas agora começar um projeto longo e durante vários meses trabalhar quase diariamente em pequeninas parcelas que combinadas formam algo especial, só fiz tanto poucas vezes.
2010.07.14
Quando não se vê o mundo com uma pequenez bidimensional comum aos neurotípicos sabe-se que as vias de ação se enraízam até profundezas indevassáveis, já os talentos entoam cada um seu próprio chamado apocalíptico nos coagindo a selecioná-lo em detrimento dos demais. Mas não, não conseguimos escolher e quando o fazemos, sempre arde ao fundo um ressentimento e uma dúvida quanto à melhor opção, por que não todas? Pois não há tempo, energia, nem dinheiro o suficiente entre outros recursos menos renováveis.
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Faz-se necessário despertar do torpor pertinente ao paradoxo da escolha e saiba: preparar-se só termina em um salto no escuro e não, não se sabe contra o que se esbarrará ou aonde se chegará, mas apenas a ousadia e a valentia podem nos oferecer a novidade a qual almejamos. Só quando então se tiver em mãos o mérito tu verás teu rosto refletido nele e poderá dizer a nós, teus colegas de classe, se no reflexo sorris ou choras, de tristeza ou alegria, de loucura ou intensidade.

Sobre Filipe Russo

Autore dos livros premiados “Caro Jovem Adulto” e “Asfixia”, assim como vencedore do concurso “O Olhar em Tempos de Quarentena” e de prêmios de excelência acadêmica em Inteligência Artificial, Psicologia, Gamificação, Empatia e Computação Afetiva, nesta última disciplina também recebeu o reconhecimento de melhor projeto. Licenciade em Matemática pelo IME-USP, pós-graduande em Computação Aplicada à Educação pelo ICMC-USP. Indígena agênere da Associação Wyka Kwara. Fundadore do blog Supereficiente Mental. Pesquisadore nas cátedras Oscar Sala e Otavio Frias Filho do IEA-USP, sob a coordenação de Lucia Santaella e Muniz Sodré, respectivamente.
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2 respostas para Comorbidades: Paradoxo da Escolha com Prejuízo Funcional

  1. Tatiana disse:

    How to fix that?

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