Relato Pessoal: João Victor

João Victor Costa dos Santos

João Victor Costa dos Santos


Olá. meu nome é João Victor Costa Dos Santos, tenho 17 anos, sou natural da cidade de São Sepé, mas atualmente moro em Cruz Alta, ambos no Rio Grande do Sul. Na minha infância, já era possível ver as diferenças entre mim e os outros alunos, no âmbito intelectual. Porém, penso que todos os professores que eu tive no Ensino Fundamental acreditavam que era apenas um interesse a mais, ou que eu era apenas mais maduro que os outros (eu também pensava assim). A hipótese de ser portador de Altas Habilidades/Superdotação só foi levantada no fim da Oitava Série, através de uma matéria de revista que li. Desde aquele dia, fui pesquisando mais e mais, até conhecer uma psicopedagoga que me diagnosticou. Desde então, fiquei procurando outros superdotados e encontrei vário grupos e páginas no Facebook, e também criei um grupo no WhatsApp e uma página só para este fim.
O diagnóstico deixou claro algumas coisas, mas não pode explicar outras. Tive muitas dificuldades na vida. Houve acontecimentos que me fizeram sofrer e ter medo. Mas a maturidade que eu tinha me fez passar por tudo da melhor forma possível. E agora fico refletindo sobre esse passado, planejando assim me futuro e me indagando se essa maturidade era natural, ou se foi resultado desses acontecimentos. Mas, sem dúvida, o meu sucesso em relação à esses acontecimntos só foi possível graças a ajuda da minha congregação (sou cristão evangélico desde os 10 anos. O primeiro da minha família. A maioria dos meus familiares era ateia ou católica).
Outra coisa que deixou claro foi o fato de ter uma habilidade na escrita. Escrever sempre foi meu forte. Lembro até que uma professora tinha previsto que eu faria Letras, ou, no mínimo, faria um livro. E hoje digo que ela estava mais do que certa. Letras é uma das 5 faculdades que almejo (e não sou louco). Penso em fazer Astronomia, Física, Engenharia Ambiental, Geologia e Letras/Inglês.
Por último, queria deixar claro no que sou “especialista”. Eu sou um superdotado do tipo acadêmico, apesar de não se restringir a esse tipo. Mas, resumindo minhas habilidades, tenho uma excelente memória e facilidade em Linguagens e Exatas. E de ruim, tenho uma mania terrível de tentar prever as ações, comportamentos e reações das pessoas, chegando ao ponto de eu acreditar que a vida é previsível.

Sobre Filipe Russo

CEO da SagaPro, A Edtech do Bem-Estar Escolar, startup incubada na incubadora Cietec IPEN-USP. Autor dos livros premiados Caro Jovem Adulto e Asfixia, assim como vencedor do concurso “O Olhar em Tempos de Quarentena” e dos prêmios de Excelência Acadêmica nas disciplinas Inteligência Artificial na Educação e Temas em Psicologia: Contribuições para Computação Aplicada à Educação. Licenciado em Matemática pelo IME-USP, pós-graduando em Computação Aplicada à Educação pelo ICMC-USP. Realizou pesquisas em Análise Real, Bioinformática e Ensino de Matemática. Tem passagem pelo Instituto Max Planck de Fisiologia Molecular Vegetal em Golm e pela Universidade Técnica de Munique, ambos na Alemanha. Indígena agênero da Associação Wyka Kwara. Fundador do blog Supereficiente Mental. Pesquisador convidado no Grupo de Estudos, coordenado pela Profa. Dra. Lucia Santaella na Cátedra Oscar Sala do IEA-USP.
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3 respostas para Relato Pessoal: João Victor

  1. Tatiana disse:

    Avisando que estou enviando essa mensagem pelo celular (que estah com teclado horrivel por sinal… nao espere muitos acentos).

    Quero dizer que tambem sou sd e que como você encontro o refugio na escrita. Espero que a igreja nao afete seu juizo…

    • João Victor Costa Dos Santos disse:

      Perdão por demorar tanto a responder. Mas te garanto que minha congregação afetou meu juízo. Ao contrário, se não tivesse me encontrado com eles, talvez eu nem estaria aqui para responder seu comentário.

      • João Victor Costa Dos Santos disse:

        Ou seja, meu “juízo” não estava em seu perfeito lugar antes de conhecer eles. Mas não se preocupe minha cara,entendi o que a senhora quis dizer. E acho que o meu sonho utópico (para alguns, distópico) responderá melhor isso: Encontrar concílio entre a ciência e a “religião”. No entanto, enquanto isso não for possível, nunca abandonarei esses dois “mundos”, mas com toda a certeza deixarei um acima do outro.

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